Previsível. Fácil de se esquecer
- Lina Molina
- 27 de jul.
- 1 min de leitura
Os roteiros pautados por ativismos de rede social invadiram o cinema e a genialidade da atemporalidade anda fora de moda e esquecida. Uma pena…
Com pouca subjetividade e muita obviedade, o ritmo do filme O Convite entrega uma tensão que explode tão leve quanto uma pluma. Um filme fácil de se esquecer.

Reprodução: extraída da Revista Forbes Life
A trama entre os casais prometeu revelações picantes, uma noite sombria, labirintos existenciais... mas nada disso aconteceu.
A forma do filme se sustentou por símbolos que de tão comportados, beiravam o tédio: cores (Angela x casa), objetos (piano x Joe, pudim x Pina) etc. Mas vale dizer que me fixei mais na alegoria da bicicleta do que no sentimentalismo do piano.
Até o casal misterioso é previsível. Apesar das excelentes interpretações.
Vejo um sintoma social atual aqui: o medo de errar (sujar), a compulsão por encaixes psicológicos e os temas em pauta dando o tom e matando a nossa capacidade de transcendência.
Este texto é um manifesto por obras mais atemporais, como Meu Jantar com André, A Festa de Babette, Deus da Carnificina e Cenas de um Casamento, do Bergman.
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Post por Lina Molina:

Co-fundadora do ashram cultural Ave Venus, provocadora da vivência PsicoDetox e Rodas de Mulheres, instrutora de Yoga, cozinheira e organizadora dos Retiros,



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